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Abhishek Sharma alcança 102 sixes e entra para história do T20I indiano

Horas depois de perder o posto de número um no ranking de rebatedores de T20I da ICC, Abhishek Sharma respondeu da melhor forma possível: abriu a entrada para a Índia no primeiro T20I da série de cinco partidas contra a Inglaterra e marcou 59 corridas no Riverside Ground, em Chester-le-Street, nesta quarta-feira (1º de julho). O canhoto de Amritsar precisou de apenas 24 bolas para construir sua contribuição, acertando seis fours e quatro sixes durante sua passagem no crease.

Com os quatro sixes marcados na partida, Abhishek chegou a 102 maximums em T20Is com a camisa da Índia, tornando-se apenas o quinto batedor indiano a atingir a marca de 100 ou mais sixes no formato - feito que coloca seu nome ao lado de Rohit Sharma, Virat Kohli, Suryakumar Yadav e Hardik Pandya. A conquista estatística chega num momento em que o críquete indiano vive uma fase de renovação geracional, da mesma forma que outros esportes coletivos celebram novas referências: não foi diferente quando a FUT Esports derruba NRG e G2 em Londres, impondo uma geração mais jovem sobre nomes consolidados - o esporte, seja em qual campo for, vive de momentos assim.

O mais impressionante na trajetória de Abhishek é a velocidade com que acumulou esses números. Enquanto Rohit Sharma levou 159 partidas e cerca de 17 anos de carreira internacional para chegar a 205 sixes, o jogador de 24 anos precisou de apenas 49 jogos - todos disputados entre 2024 e 2026 - para ultrapassar a centena. Seu T20I de estreia foi contra o Zimbábue, em Harare, em julho de 2024, e desde então ele abriu a entrada em 46 das 49 partidas que disputou, acumulando 102 sixes exclusivamente nessa posição.

Segundo indiano a cruzar a barreira dos 100 sixes como abridor

O marco não é apenas quantitativo: Abhishek é somente o segundo abridor indiano na história dos T20Is a atingir 100 ou mais sixes nessa função, seguindo os passos do lendário Rohit Sharma. Em suas 46 entradas como abridor, o jovem somou 1.522 corridas e 101 sixes nessa posição específica - números que o colocam bem à frente de KL Rahul (84 sixes como abridor), Sanju Samson (63) e Shikhar Dhawan, que encerrou sua carreira no formato com 50 maximums abrindo a entrada.

Rohit, em comparação, disputou 125 partidas como abridor entre 2009 e 2024 e acumulou 184 sixes em 124 entradas nessa posição. A diferença de ritmo entre os dois é notável: Abhishek chegou a 101 sixes como abridor em menos de um terço das entradas que Rohit precisou. Isso não diminui o legado do veterano, mas evidencia o potencial destruidor do jovem punjabi num formato que cada vez mais recompensa agressividade e audácia desde o primeiro ball.

No cenário global, Abhishek ainda persegue os líderes

No ranking geral de abridores com mais sixes na história dos T20Is, Abhishek aparece na 17ª posição com 101 maximums em 46 partidas. O líder absoluto é o austríaco Karanbir Singh, com 207 sixes em apenas 56 entradas - um número que reflete tanto o volume de partidas disputadas pela Áustria em categorias associativas quanto a natureza diferente do críquete de nações emergentes. Entre os representantes de seleções de peso, o próprio Rohit Sharma lidera com 184 sixes, seguido por Martin Guptill (161), Paul Stirling (140) e Evin Lewis (136).

Chris Gayle, nome mítico no formato, aparece com 107 sixes em apenas 62 entradas como abridor - um lembrete de quão absoluta foi a dominância do jamaicano num momento em que o T20I ainda definia suas próprias fronteiras. Abhishek, com 101 sixes em 46 partidas, já ultrapassa nomes como Kushal Bhurtel do Nepal (102 sixes em 72 partidas) em termos de eficiência, mesmo que o total ainda não seja superior.

A partida: Índia reage após início difícil e chega a 189/7

No contexto da partida em si, o desempenho de Abhishek foi ainda mais valioso pela situação em que a Índia se encontrava. A equipe comandada por Shreyas Iyer desabou para 6/2 nas primeiras duas overs, com dois wickets caindo rapidamente. Abhishek, que havia saído por um golden duck no último T20I da Índia contra a Irlanda em Belfast, em 28 de junho de 2026, respondeu com frieza e potência, chegando ao half-century em apenas 20 bolas - um dos mais rápidos de sua carreira no formato.

A parceria de 82 corridas em 38 bolas com o capitão Shreyas Iyer pela terceira wicket foi o alicerce da recuperação indiana, permitindo que a equipe chegasse a um total competitivo de 189/7 nas 20 overs. Para um batter que havia perdido o ranking número um horas antes do primeiro ball, a resposta não poderia ser mais eloquente. O críquete indiano, mesmo em processo de transição após o fim de ciclos de gigantes como Rohit e Kohli, segue produzindo talentos capazes de herdar - e talvez ampliar - esse legado extraordinário.